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Existe tratamento para Dependências Químicas e Ele pode ser eficaz

 

O tratamento para a Dependência Química pode ser eficaz, isto é, ter resultado positivo, e o paciente passando a prescindir da (ou das) droga (s), desde que todos os envolvidos no problema se comprometam com o tratamento, durante todo o tempo que se fizer necessário, do começo ao fim do processo.

A Dependência Química é uma Doença, um Transtorno Psíquico, que a meu ver, inicia-se como uma “Automedicação” para algum transtorno psíquico “primário”.

Transtorno este que paciente, família, escola (durante a infância e/ou adolescência) não perceberam, não levaram o paciente ao médico, de preferência a um psiquiatra, para uma avaliação, e possivelmente uma hipótese diagnóstica de seu quadro psíquico e seu consequente tratamento, e que ao experimentar uma droga ele sente um  alívio de sua dor psíquica, que pode ser entre outros: angústia, depressão, ansiedade, oscilações de humor, e portanto, quer continuar sentindo esta diminuição do sofrimento de toda sua vida.

Qual de nós que ao termos algum sofrimento ou doença, quando conseguimos minimiza-la não queremos assim continuar?

Assim, o paciente passa a repetir o uso, e repetir, e cada vez mais, passando pelo Abuso (uso excessivo), pois precisará de maior quantidade para conseguir o mesmo efeito, e depois desenvolverá a Dependência, pois além de precisar de maior quantidade da droga para seu efeito de “automedicação”, começará a apresentar os sintomas de abstinência, isto é, precisará da droga para evitar o desprazer que sua falta pode provocar.

Então, a função do psiquiatra é ajudar o paciente a desintoxicar-se, em primeiro lugar. Para isto necessita da família, tanto para elaborar uma hipótese diagnóstica (da dependência química e também já tentar adiantar uma hipótese para o transtorno psíquico de base) como para propor e iniciar uma conduta terapêutica.

Como não há exames para diagnostico em Psiquiatria (atualmente até já começaram a existir alguns, mas, para a maioria dos pacientes inacessível em decorrência do custo elevado), nós médicos dependemos para elaborar nossa Hipótese Diagnostica de: relato subjetivo do paciente, relato objetivo da família, nosso conhecimento teórico clínico, nossa observação, percepção, sensibilidade e intuição.

Minhas consultas são muito demoradas, com duração em média de 1h30. Converso, então, como dito acima, com paciente e família, sempre, não só no início do tratamento para a colheita da história do paciente, mas também, para orientação à mesma. É muito difícil para a família aceitar e conseguir se relacionar e ainda mais ajudar o seu familiar dependente químico, ficando perdida e sem saber o que e como fazê-lo. Necessito também da família como minha “co-terapeuta”. Não é possível tratar o paciente sozinho, e nós, médicos, também, sozinhos. Precisamos ser uma “Equipe”. Raramente interno um paciente, mas atendo-os juntamente com a família semanalmente. A depender da gravidade, no início, posso ter que vê-los mais de uma vez por semana, ou diariamente.

Com a evolução do tratamento, vou conseguindo perceber (caso não o tenha visto logo no início) ou confirmar a H.D. de seu transtorno psíquico de base. E então, começamos ou continuamos (caso já havia percebido e já iniciado o tratamento para a doença primária) o tratamento do transtorno originário, que teve como consequência a dependência da droga pelo paciente.

A partir deste momento, é possível, que o paciente possa seguir sozinho, e talvez já iniciar um processo psicanalítico ou alguma psicoterapia.

Começa seu processo de caminhar sozinho, com suas próprias pernas, com responsabilidade, arcando com as consequências de seus atos, comprometido com seu sustento. Consequentemente, podendo vir a ser um Homem ou uma Mulher.

 

 

 

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